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15 Filmes que Todo Mundo Deveria Assistir Pelo Menos Uma Vez na Vida

Filmes que Todo Mundo Deveria Assistir Pelo Menos Uma Vez na Vida

Quando assisti Clube da Luta pela primeira vez. Terminei o filme, fiquei em silêncio por uns cinco minutos, e pensei: “eu preciso ver isso de novo”. E vi. E vi mais umas três vezes naquele mesmo mês. Aquele filme mudou a forma como eu entendia cinema – e, de certa forma, mudou até como eu entendia o mundo.

Existem filmes assim. Aqueles que ficam com você depois que os créditos sobem. Que te fazem pensar diferente, sentir diferente, ver diferente. Não são necessariamente os filmes mais divertidos ou os que arrecadaram mais dinheiro. São aqueles que deixam marca.

Depois de anos assistindo cinema de tudo quanto é tipo, eu montei essa lista. São filmes que, na minha opinião, toda pessoa deveria assistir pelo menos uma vez. Não porque vão mudar sua vida (alguns podem, outros não). Mas porque são experiências cinematográficas que merecem ser vividas.

O Que Faz Um Filme Ser “Essencial”?

Antes de entrar na lista, deixa eu explicar meus critérios. Porque “filmes essenciais” é subjetivo, e eu sei disso.

Um filme entra nessa lista quando:

  • Expande o que cinema pode ser
  • Conta uma história que ressoa universalmente
  • Tem uma técnica ou abordagem revolucionária
  • Oferece uma perspectiva única sobre a condição humana
  • Marca uma época ou movimento cinematográfico importante

Não é sobre ser “o melhor”. É sobre ser significativo. Sobre ter algo a dizer e dizer de uma forma que só cinema consegue.

E não, você não vai concordar com tudo aqui. Nem deveria. Mas espero que pelo menos alguns desses filmes despertem sua curiosidade.

Dramas Que Vão Te Fazer Pensar (E Talvez Chorar)

O Poderoso Chefão (1972)

Eu sei, eu sei. Todo mundo fala desse filme. Mas tem um motivo.

O Poderoso Chefão não é apenas um filme de máfia. É uma tragédia shakespeariana sobre família, poder e o preço da corrupção moral. Ver Michael Corleone (Al Pacino) ir de filho relutante a chefe implacável é assistir a alma de alguém sendo vendida em prestações.

A direção do Francis Ford Coppola é magistral. Cada cena tem peso. Cada diálogo importa. E aquela fotografia escura, quase dourada? Virou referência para décadas de filmes depois.

Eu assisti pela primeira vez aos 20 anos. Esperava um filme de ação com máfia. Encontrei uma meditação sobre como o poder corrompe e como nossas escolhas nos definem.

Se você ainda não viu, veja. E depois veja O Poderoso Chefão II, que é possivelmente melhor ainda.

IMDb – O Poderoso Chefão

A Lista de Schindler (1993)

Steven Spielberg fez muitos filmes incríveis. Mas A Lista de Schindler é diferente.

É um filme sobre o Holocausto que não se esconde da brutalidade, mas também encontra momentos de humanidade impossíveis. A história de Oskar Schindler – um homem imperfeito que salvou mais de mil judeus durante a Segunda Guerra – é ao mesmo tempo devastadora e esperançosa.

Filmado em preto e branco (exceto por aquele casaco vermelho que você nunca vai esquecer), o filme tem uma qualidade quase documental. Você esquece que está assistindo atores. Aquilo parece real demais.

Eu chorei. Muito. Especialmente naquela cena final quando Schindler percebe que podia ter salvado mais pessoas. “Este carro. Por que eu guardei este carro? Dez pessoas. Isso valeria dez pessoas.”

É um filme difícil de assistir. Mas necessário.

IMDb – A Lista de Schindler

Cidade de Deus (2002)

Se você quer entender o Brasil, assista Cidade de Deus.

Fernando Meirelles pegou uma história real das favelas do Rio de Janeiro e transformou em um dos filmes mais energéticos e devastadores que já foram feitos. A narrativa não linear, a fotografia vibrante, a trilha sonora pulsante – tudo trabalha junto para criar uma experiência cinematográfica única.

Mas o que realmente machuca é perceber que aquilo não é ficção exagerada. É a realidade de milhões de pessoas. Crianças virando traficantes. Violência normalizada. Oportunidades roubadas.

Alexandre Rodrigues e Leandro Firmino (Buscapé e Zé Pequeno) entregam performances que você não esquece. E a forma como o filme mostra diferentes perspectivas da mesma história é brilhante.

Esse filme colocou o cinema brasileiro no mapa mundial. E merecia cada reconhecimento que recebeu.

IMDb – Cidade de Deus

Ficção Científica Que Expande Sua Mente

2001: Uma Odisseia no Espaço (1968)

Stanley Kubrick fez um filme sobre a evolução humana, inteligência artificial, e o lugar do homem no universo. Em 1968.

2001 é lento. Propositalmente. Silencioso por longos períodos. E absolutamente hipnotizante. A sequência de abertura com os primatas? A valsa das naves espaciais ao som de Strauss? HAL 9000 desligando devagar enquanto canta “Daisy”?

Esse filme não te dá respostas. Te dá perguntas. E imagens tão poderosas que cinquenta anos depois ainda parecem futurísticas.

Eu confesso que na primeira vez que assisti, achei chato. Muito lento, muito estranho. Mas continuei pensando nele depois. E assisti de novo. E de novo. E cada vez encontrei algo novo.

Não é para todo mundo. Mas se você der uma chance real, pode ser uma das melhores experiências cinematográficas da sua vida.

IMDb – 2001: Uma Odisseia no Espaço

Blade Runner (1982)

O que significa ser humano? Memórias definem identidade? Qual o valor de uma vida artificial?

Ridley Scott pegou essas questões filosóficas e envolveu em um neo-noir cyberpunk visualmente deslumbrante. Blade Runner criou a estética de “futuro sujo” que todo filme sci-fi desde então copiou.

Harrison Ford está ótimo como Deckard, mas é Rutger Hauer como Roy Batty que rouba o filme. Aquele monólogo final – “Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva” – é uma das melhores cenas da história do cinema.

Existem várias versões do filme (Final Cut, Director’s Cut, Theatrical). Eu recomendo o Final Cut de 2007. É a visão completa do Scott sem interferência de estúdio.

IMDb – Blade Runner

A Origem (2010)

Christopher Nolan pegou o conceito de “roubar ideias através dos sonhos” e construiu um blockbuster intelectual.

A Origem funciona em vários níveis (literalmente – sonhos dentro de sonhos dentro de sonhos). É um filme de ação cerebral onde você precisa prestar atenção ou vai se perder. E mesmo prestando atenção, vai sair do cinema discutindo aquele final.

A sequência do corredor girando? O limbo congelado? A música do Hans Zimmer distorcendo o tempo? Tudo tecnicamente perfeito.

Eu assisti três vezes no cinema. Cada vez peguei detalhes novos. E sim, tenho minha teoria sobre o pião no final. Mas não vou estragar. Você precisa formar a sua.

IMDb – A Origem

Thrillers Psicológicos Que Vão Mexer Com Sua Cabeça

O Silêncio dos Inocentes (1991)

Anthony Hopkins está na tela por apenas 16 minutos. E criou um dos vilões mais icônicos do cinema.

Hannibal Lecter não é apenas assustador. É fascinante. Inteligente. Cultivado. E completamente monstruoso. A dinâmica entre ele e Clarice Starling (Jodie Foster) é uma das melhores coisas que você vai ver em qualquer thriller.

O filme ganhou os cinco principais Oscars (Filme, Diretor, Roteiro, Ator, Atriz). E mereceu cada um.

Eu tinha medo de assistir esse filme. Ouvia falar que era perturbador. E é. Mas não da forma que eu esperava. O horror não vem de jump scares ou violência gratuita. Vem de entender como a mente de certos predadores funciona.

IMDb – O Silêncio dos Inocentes

Amnésia (2000)

Christopher Nolan de novo, mas dessa vez com um filme menor e mais experimental.

Amnésia conta a história de trás pra frente. Começa no fim e vai voltando. Você experimenta a mesma desorientação que o protagonista – um homem com amnésia de curto prazo tentando vingar o assassinato da esposa.

A estrutura narrativa é tão importante quanto a história em si. E quando tudo se conecta no final (que é o começo), seu entendimento de tudo que viu muda completamente.

Esse filme prova que você pode fazer algo inovador e envolvente com orçamento pequeno, se tiver uma boa ideia e souber executá-la.

IMDb – Amnésia

Clube da Luta (1999)

Voltando ao filme que mencionei no começo.

Clube da Luta é sobre masculinidade tóxica, consumismo, niilismo, e a busca por significado em um mundo que parece não ter nenhum. Ou pelo menos é sobre isso na superfície.

David Fincher dirigiu. Edward Norton e Brad Pitt atuaram. E o resultado foi um dos filmes mais mal compreendidos e simultaneamente adorados das últimas décadas.

O twist é famoso agora, mas na época pegou todo mundo de surpresa. E mesmo sabendo do twist, o filme funciona em outra camada na segunda vez que você assiste.

Tem gente que vê Clube da Luta como glorificação de violência. Tem gente que vê como crítica dessa mesma violência. Eu acho que é os dois. E essa ambiguidade é parte do que torna o filme tão interessante.

IMDb – Clube da Luta

Animações Que Não São “Só Para Crianças”

A Viagem de Chihiro (2001)

Hayao Miyazaki criou um mundo tão rico, tão detalhado, tão mágico que você quer morar lá. Mesmo com todos os espíritos estranhos e criaturas bizarras.

A Viagem de Chihiro é sobre uma menina que entra no mundo dos espíritos e precisa salvar seus pais. Mas também é sobre crescer, encontrar coragem, e manter sua identidade mesmo quando o mundo te pressiona a mudar.

A animação tradicional do Studio Ghibli tem uma qualidade artesanal que CGI nunca consegue replicar. Cada frame é uma obra de arte.

Eu assisti pela primeira vez aos 18 anos e fiquei maravilhado. Revi aos 30 e entendi camadas que tinha perdido. É um daqueles filmes que cresce com você.

IMDb – A Viagem de Chihiro

Wall-E (2008)

A Pixar fez um filme com quase 40 minutos sem diálogo. E funcionou perfeitamente.

Wall-E é sobre um robô sozinho em uma Terra abandonada, limpando lixo. Mas também é sobre amor, propósito, e o que fizemos (e fazemos) com nosso planeta.

A primeira metade é cinema puro – expressão através de imagem, som e música. A segunda metade introduz mais personagens mas mantém o coração da história.

E aquela cena de Wall-E e EVE dançando no espaço? Uma das sequências mais românticas que já vi em qualquer filme.

IMDb – Wall-E

Clássicos Que Definiram Cinema

Casablanca (1942)

“Of all the gin joints in all the towns in all the world, she walks into mine.”

Casablanca é o filme clássico de Hollywood por excelência. Romance, drama, tensão política, humor – tem tudo. E Humphrey Bogart como Rick Blaine é icônico.

O filme foi feito durante a Segunda Guerra, e você sente a urgência daquele momento. As decisões não são entre certo e errado – são entre sobreviver e fazer a coisa certa.

Eu demorei anos pra assistir esse filme. Pensava que seria datado, chato, irrelevante. Estava completamente errado. A história ainda funciona. Os personagens ainda importam. E aquele final ainda emociona.

IMDb – Casablanca

12 Homens e Uma Sentença (1957)

Sidney Lumet fez um filme inteiro em uma sala. Doze jurados decidindo se um jovem é culpado de assassinato. 96 minutos. Preto e branco. Uma locação.

E é absolutamente fascinante.

Henry Fonda lidera um elenco perfeito em um filme sobre dúvida razoável, preconceito, e como discutimos verdade e justiça. Cada jurado tem suas razões, seus vieses, suas histórias.

A forma como o filme usa a claustrofobia da sala para criar tensão é brilhante. E o roteiro – Deus, aquele roteiro – é uma aula de como desenvolver personagens através de diálogo.

Todo estudante de cinema deveria assistir isso. Mas não só eles. Qualquer pessoa interessada em storytelling.

IMDb – 12 Homens e Uma Sentença

Filmes Que Mudaram Como Cinema É Feito

Cidadão Kane (1941)

Orson Welles tinha 25 anos quando fez Cidadão Kane. E revolucionou cinema.

Profundidade de campo. Ângulos de câmera inovadores. Estrutura narrativa não-linear. Uso criativo de som e luz. Técnicas que hoje são padrão foram inventadas ou popularizadas por esse filme.

A história – um magnata da mídia em seu leito de morte sussurra “Rosebud” e jornalistas tentam descobrir o significado – é um estudo sobre ambição, poder e o que perdemos ao buscar sucesso.

Sim, é em preto e branco. Sim, é de 1941. Mas se você der uma chance, vai entender por que é considerado um dos melhores filmes já feitos.

IMDb – Cidadão Kane

Pulp Fiction (1994)

Quentin Tarantino pegou elementos de filmes B, cultura pop, e violência estilizada e criou algo completamente novo.

Pulp Fiction não conta uma história linear. Pula entre diferentes personagens e momentos, e tudo eventualmente se conecta. O diálogo é afiado, quotável, cheio de referências. A trilha sonora é perfeita. E a direção… cara, cada cena tem personalidade.

John Travolta ressuscitou a carreira. Samuel L. Jackson virou ícone. E toda uma geração de diretores tentou copiar o estilo do Tarantino (a maioria sem sucesso).

Eu tinha 14 anos quando vi pela primeira vez (provavelmente jovem demais). Não entendi metade das referências. Mas aquele ritmo, aquela energia, aquela ousadia – isso me marcou.

IMDb – Pulp Fiction

Como Escolher Por Onde Começar

Olhando essa lista, eu sei que pode parecer intimidante. São muitos filmes. Muitos estilos diferentes. E você provavelmente não tem tempo de assistir tudo de uma vez.

Minha sugestão:

Comece com o que te chama atenção. Gosta de ficção científica? Vá de A Origem ou Blade Runner. Prefere dramas intensos? Clube da Luta ou Cidade de Deus. Quer algo que mudou a história do cinema? Pulp Fiction ou Cidadão Kane.

Não existe ordem certa. Cinema não é dever de casa. É experiência. E cada um desses filmes oferece algo diferente.

Alguns você vai amar. Outros talvez não conectem. E tudo bem. O importante é dar a chance.

Por Que Cinema Ainda Importa

Vivemos na era do streaming, dos vídeos curtos, da atenção fragmentada. Sentar por duas horas e se entregar completamente a uma história parece cada vez mais difícil.

Mas existe algo mágico em fazer isso. Em desligar o celular, escurecer a sala, e deixar um filme te levar.

Os filmes dessa lista – e centenas de outros que eu podia ter incluído – são testemunhos de que cinema é arte. Não apenas entretenimento (embora seja isso também). É uma forma de explorar ideias, emoções, e experiências humanas de maneiras que nenhuma outra mídia consegue.

Cada um desses filmes me ensinou algo. Sobre narrativa. Sobre técnica. Sobre pessoas. Sobre mim mesmo.

E é isso que espero que você encontre também. Não uma lista de obrigações, mas um mapa de possibilidades. De mundos para explorar, histórias para viver, perspectivas para conhecer.

O Que Fazer Depois de Assistir

Quando você terminar qualquer um desses filmes, não simplesmente passe para o próximo. Senta com aquilo por um tempo.

Pensa sobre o que viu. Procura análises, vídeos-ensaio, discussões. O Criterion Collection tem material excelente sobre clássicos. O Every Frame a Painting (embora não lance vídeos novos) tem análises brilhantes.

Conversa com outras pessoas sobre o filme. Cinema é melhor quando compartilhado. As melhores conversas que tive com amigos foram depois de assistir filmes juntos.

E se possível, assista de novo. Muitos desses filmes revelam camadas novas na segunda ou terceira vez. Detalhes que você perdeu. Conexões que não tinha percebido.

No Final das Contas

Essa lista não é definitiva. Outros 50 filmes poderiam facilmente estar aqui. O Iluminado. Apocalypse Now. Parasita. Laranja Mecânica. Oldboy. Para Sempre Lilya. A lista poderia continuar indefinidamente.

Mas esse é um começo. Uma porta de entrada para um universo de possibilidades.

E o mais importante: não transforme isso em tarefa. Assista porque quer, não porque “deveria”. Cinema forçado não funciona. Mas quando você encontra o filme certo no momento certo? É uma das melhores experiências que existem.

Então escolhe um. Aperta play. E deixa acontecer.

Qual desses filmes você já assistiu? Tem algum que você acha que deveria estar na lista? Me conta nos comentários. Adoro descobrir novos filmes através das recomendações de vocês.

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